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BMW Z3 é a fórmula germânica da diversão

A definição clássica de um roadster é bem simples. Um veículo compacto, conversível, para duas pessoas e que tenha um espírito esportivo. Essa ideia impulsionou o lançamento de vários modelos diferentes, de marcas distintas, ao longo dos anos.

Como se pode imaginar os europeus são os precursores do estilo. Quando se observa alguns roadsters ingleses fica fácil entender porque eles são os pais da ideia. Simetria de formas, carrocerias leves e personalidades diferentes podem ser vistos nesses carros.

A MG é uma das maiores expoentes quando se fala no assunto. Com o TC e o TD criaram verdadeiros objetos de desejo. O primeiro, antes e depois da 2ª Guerra Mundial, era presença obrigatória em qualquer estradinha sinuosa, seja na Escócia ou nos Alpes suíços.

Durante algum tempo o estilo roadster ficou, de certa forma, fora de moda. Os conversíveis acabaram ocupando seu lugar, em parte por conta da necessidade de levar também os filhos para um passeio no campo no final de semana.

Mas na década de 90 o conceito ressurgiu de forma brilhante. A BMW lançou a linha Z justamente com essa proposta. Novamente o tamanho compacto e o espírito esportivo foram levados em conta. O Z1 trazia ainda as revolucionárias portas que se recolhiam. Em breve trarei um deles para a coluna.

E o Z3, lançado na sequência, conseguiu englobar a ideia toda com um toque de personalidade germânica que atravessa o tempo de forma incrível. Basta olhar para ele para entender uma parte da história da marca alemã e também uma referência no design.

Basicamente eram três versões. A de 1,9 litro e quatro cilindros, como mostrada na matéria, tem 140 cv e um acerto legal para quem busca um meio-termo entre esportividade e estilo de vida. Esse exemplar – da mesma cor usada no filme 007 contra Golden Eye – marca apenas 19 mil quilômetros no odômetro.

Ainda estavam disponíveis as versões de seis cilindros em linha, com 2,6 litros e 3 litros, a M, que merecem uma matéria própria. De qualquer forma o Z3 foi um divisor de águas para a BMW e até hoje é referência do prazer em dirigir um roadster.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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