Ir para conteúdo

Aceleramos o Mercedes-Benz preparado pela Cosworth

Há quase vinte anos a Mercedes-Benz organizou um evento especial, convidando grandes nomes da Fórmula 1, para duas coisas distintas: o lançamento de uma versão apimentada do 190 E e a inauguração do traçado novo de Nürburgring.

Grandes nomes estavam entre eles. Nikki Lauda, Alain Prost e Emerson Fittipaldi eram três deles. Fittipaldi não pôde ir e passou seu convite a um novato, que iria apenas para ocupar mais um lugar no grid. Mas o novato em questão se chamava Ayrton Senna da Silva.

E ele não estava lá apenas para disputar a prova como um coadjuvante. Na classificação já mostrou que daria trabalho, largando na primeira fila ao lado daquele que seria seu maior adversário nos anos posteriores: Alain Prost.

Após a largada Senna tomou a frente e seguiu até receber a bandeira quadriculada. O desempenho do brasileiro chamou a atenção, em uma época onde o talento individual fazia toda a diferença. E ele levou um dos exemplares pra casa como presente pela vitória.

O carro em questão é o Mercedes-Benz 190E 2.3-16. Externamente o modelo passa uma idéia do que é capaz de fazer e se destaca das outras versões trazendo o aerofólio traseiro e um kit esportivo de carroceria. Nesse sentido vale observar os pára-choques mais envolventes, que transmitem força e esportividade.

Mas o maior predicado está dentro do cofre do motor. O motor de quatro cilindros, 2,3 litros e 16 válvulas teve o cabeçote preparado pela inglesa Cosworth. Desse modo ele entrega 185 cv a 6.200 rpm, com torque de 24,4 kgfm.

Por dentro notamos a preocupação da marca com o acabamento mais esportivo. Os assentos dianteiros trazem as abas nas laterais, que seguram o corpo nas curvas, e o console central conta com uma fileira extra de instrumentos, uma preocupação e um toque a mais no acabamento.

Rodando pude perceber que as histórias em volta do 2.3-16 não são apenas lendas. Esse exemplar, a despeito da transmissão automática, não faz feio quando a ideia é acelerar. O câmbio é bem escalonado e faz as trocas bem perto do limite de giro. Ponto positivo.

Os números de aceleração ainda são atuais e fazem todo o sentido se levarmos em conta o tamanho compacto do modelo. Desse modo temos o 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e velocidade máxima de 230 km/h.

Mais do que um sedã clássico, este é um mito. Seu sucessor é ainda mais agressivo, o Evolution, com um aspecto totalmente de pista. Já ouvi rumores de que temos um deles por aqui. Não custa nada começar a procurá-lo. Até a próxima!

Garagem do Bellote Ver tudo

Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

Garagem do Bellote TV: paixão por carros!

Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: