Ir para conteúdo

TESTE: VOLVO XC40 T5 R-DESIGN HYBRID

A Volvo tem investido pesado nos últimos anos para disputar um espaço no concorrido mercado premium que é dominado pelas três marcas alemãs, ou seja, Mercedes-Benz, Audi e BMW e ainda tem outros concorrentes de peso em categorias específicas, como Land Rover e Lexus.

Quando falamos de SUV a disputa é ferrenha. E a marca sueca vem crescendo e diversificando seus produtos. A renovação sistemática de toda a linha, incluindo SUVs e sedãs de todas as categorias, realmente foi um trabalho de fôlego. E certamente vem dando resultado junto ao público com uma imagem sólida que vai além da segurança, um de seus pilares mais conhecidos.

A XC40 é um dos produtos mais atuais trazendo a plataforma modular CMA, que dará origem a outros modelos. E consegue um acerto excepcional em termos de design e funcionalidade. Estão presentes os detalhes de personalidade da marca atual e alguns clássicos, como as lanternas traseiras compridas, um símbolo da Volvo desde os anos 70. O design, inclusive, foi premiado no European Car of the Year em sua última edição.

A identidade dessa fase do século XXI na dianteira é evidente e consegue transmitir força com a beleza dos faróis full led. Eles trazem a tecnologia de acompanhamento das curvas, item que outros concorrentes também possuem, mas que merece ser salientado.

A versão R-Design é voltada para quem busca um estilo mais esportivo. A começar pelas rodas de 20 polegadas com desenho exclusivo calçadas com pneus 245/45, um perfil bastante baixo, mas que salienta sua proposta jovem.

A opção híbrida é o lançamento mais recente. Em breve uma versão elétrica, o XC40 Recharge, deve chegar às lojas. Por ora falaremos desse híbrido plug in. Mas antes de tudo é importante diferenciar os dois tipos de veículos com essa tecnologia: convencionais e plug in. Os primeiros possuem a capacidade de recarga sem a necessidade de uma tomada, apenas usando freios e a regeneração de energia para o carregamento das baterias. O ponto negativo é a menor autonomia da bateria apenas em modo elétrico.

Já os híbridos plug in também regeneram a energia através das frenagens, porém com bem menos intensidade. Por outro lado, a autonomia é maior. No caso do Volvo são aproximadamente 46 quilômetros com a possibilidade de rodar apenas no modo elétrico. Mas existe a necessidade de recarregar as baterias. É sobre isso que falaremos a seguir.    

Motor, câmbio e dirigibilidade

O downsizing veio mesmo para ficar. E a Volvo utiliza a ideia em toda a gama de modelos. A versão híbrida traz dois motores. O propulsor à combustão é um tricilíndrico turbo com 1,5 litro, injeção direta e cabeçote de alumínio entregando 180 cv. Somado a ele o motor elétrico entrega algo por volta de 80 cv.

Esse conjunto motriz trabalha em consonância com uma transmissão automática de 7 velocidades e dupla embreagem. Esse é um dos pontos mais prazerosos do carro, visto que as trocas são extremamente rápidas e imperceptíveis.

Sobre o desempenho vale ressaltar que o modelo tem reações rápidas durante as acelerações e retomadas, especialmente com carga no conjunto de bateria o que soma o torque instantâneo gerando 43 kgfm. Nada mal para um três cilindros, que ainda emite um ruído discreto, algo similar a uma válvula de prioridade em funcionamento.

São cinco modos dinâmicos à disposição do motorista: Hybrid, Individual, Power, Pure e Off Road. O modo Hybrid consegue mesclar bem a ideia do uso de bateria e do combustível fóssil. Vale lembrar que o funcionamento é necessário também para lubrificação dos componentes internos, visto que é um motor convencional.

No modo Hybrid, que considero o ideal, o funcionamento oscila entre o elétrico e o motor à combustão. Importante salientar que, mesmo com a bateria descarregada, para pequenas manobras e velocidades baixas apenas o elétrico funciona, gerando aquela sensação de silêncio absoluto. A opção B+ do câmbio força a regeneração de energia, mas de maneira bastante sutil.

Porém a carta na manga dos modelos híbridos e elétricos se chama “torque instantâneo”, ao qual me referi alguns parágrafos acima. Para retomadas ou uma saída rápida do semáforo o Volvo mostra seu lado mais divertido, com a aceleração rápida e um belo acerto de suspensão.     

Como é um híbrido plug-in a carga da bateria vai sendo monitorada o tempo todo pelo condutor, bem como sua utilização. Para recarga é necessário ir a um dos pontos espalhados pela cidade e que podem ser encontrados no site (plugshare).

Nesse sentido cabe uma observação. O ideal para esse tipo de veículo é ter um carregador na garagem de casa. Ele pode ser adquirido diretamente com a Volvo e diminui sobremaneira o tempo de carregamento, de 9 horas (tomada convencional) para aproximadamente 3 horas.         

Tecnologia a bordo

Se terminei o último bloco falando de desempenho aqui a ideia é ressaltar uma das grandes qualidades do carro: o conforto e a tecnologia embarcada. A tela central de 9 polegadas, marca registrada da Volvo nessa fase atual, traz navegação bastante intuitiva e possibilidade de monitoramento e personalização de todos os itens do carro, do consumo às luzes internas.

O sistema de áudio da Harmann-Kardon merece um parágrafo. Caixas, tweets, subwoofer, agudos, graves e distribuição do som podem ser customizados para qualidade máxima, com destaque para as opções de salas de concerto ou show de rock. A escolha é por conta da plateia. Além disso o teto-solar panorâmico garante um passeio silencioso (com a bateria carregada) nos dias de sol. 

 Consumo

Um dos grandes trunfos dos modelos híbridos. E o XC 40 não decepcionou. Nossa melhor média urbana foi de notáveis 27,7 km/l e a mais baixa de 16,2 km/l. Somada a autonomia total chegou aos 570 km.    

Segurança

Um dos grandes pilares na história da Volvo. E temos vários itens nesse sentido, com destaque para o monitoramento de veículos, faixas e pedestres, frenagem automática e aviso de ponto cego. Somado a isso um conjunto completo de airbags fecha com chave de ouro esse quesito da avaliação.

Sentimos falta

O porta-malas de 460 litros leva duas malas grandes e exige a necessidade de retirada do tampão para outras bagagens. Para um casal, como meu caso, não é um problema. Mas para quatro ocupantes com mais malas e sacolas pode faltar espaço.   

Ficha técnica

Motor: 3 cilindros, 1,5 litro, injeção direta

Câmbio: 7 marchas, dupla embreagem

Potência: 262 cv

Torque: 43,2 kgfm

Tanque de combustível (litros): 48

Peso (kg):  1.871

Suspensão dianteira: Independente

Suspensão traseira: Independente

Rodas e pneus: 245/45 R20

Comprimento (mm): 4.425

Altura (mm): 1.652

Largura (mm): 1.863

Distância entre-eixos (mm): 2.702

Versões e preços

XC40 T4 Momentum: R$ 203.950,00

XC40 T4 Inscription: R$ 224.950,00

XC40 T5 PHEV R-Design: R$ 245.950,00         

Garagem do Bellote Ver tudo

Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

Garagem do Bellote TV: paixão por carros!

Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: