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TESTE DE 15 DIAS: NOVO CHEVROLET TRACKER PREMIER

O segmento dos SUVs realmente chegou para ficar. Essa, vale observar, é uma tendência mundial. As marcas têm investido bastante em multiplatafomas e também modelos e versões diferentes com muita tecnologia para atrair novos e antigos consumidores.

O Tracker está no mercado há algum tempo e é um ótimo exemplo para demonstrar como a indústria automobilística tem buscado o desenvolvimento para não perder a corrida por novos clientes. Inicialmente dividia a plataforma com a Suzuki. A evolução trouxe mais personalidade que mais tarde evoluiu para o conjunto equipado com o motor 1,4 litro turbo.

Se eficiência é a palavra-chave nos dias de hoje a nova geração trouxe rejuvenescimento no estilo e um acerto mecânico bem interessante, como observarei mais baixo na avaliação. O design traz a personalidade atual dos modelos Chevrolet desenvolvidos na Ásia e detalhes de estilo de toda a linha na dianteira.   

A versão Premier traz ainda rodas de 17 polegadas e desenho exclusivo, além do teto-solar panorâmico com a cortina elétrica. Uma das vantagens é que não existem opcionais no topo de linha. 

Motor, câmbio e dirigibilidade

Dois pontos fortes do carro dizem respeito ao conjunto motriz. O propulsor de 1,2 litro turbo segue a ideia de downsizing vigente no mercado e coloca a Chevrolet em uma posição bastante competitiva em relação à concorrência.

O bloco de três cilindros mostra força desde baixas rotações e tem uma faixa de torque bastante plana. Dessa forma temos 132 cv (133 cv quando abastecida com etanol) e um torque que varia de 19,4 kgfm a 21,4 kgfm (etanol), já disponível a partir dos 2.000 giros.

Já a transmissão automática de 6 velocidades tem trocas suaves e quase imperceptíveis. Rodando o conjunto agrada bastante, surpreendendo nas acelerações e retomadas. Sabemos que essa é uma característica dos pequenos motores turbo atuais, mas no caso dessa litragem mais baixa é uma grata surpresa.     

A suspensão é independente na dianteira e semi-independente na traseira. De maneira geral o comportamento é bastante estável em curvas, mesmo quando feitas com um pouco mais de velocidade. A rolagem da carroceria também é pequena, o que transmite mais segurança.  

O tamanho compacto da carroceria traz bom espaço interno, com 2,57 de entre-eixos. Isso significa que quem vai atrás não reclama do espaço. As dimensões externas também ajudam na tarefa de estacionar nas vagas cada vez menores.  

Tecnologia a bordo

Um quesito onde a Chevrolet se destaca. A adoção do Wi-fi a bordo, algo inédito entre as marcas nacionais, apresenta bom funcionamento e alcance, mesmo fora do veículo. O consumidor pode optar por um pacote de dados pago mensalmente com diferentes planos após a utilização dos 3GB iniciais.

No centro do console existe a opção de carregamento do telefone celular por indução. E o já conhecido OnStar, com localizador e serviço de concierge, pago mensalmente. Sensor de chuva, faróis full-LED e central multimídia de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay.

 Consumo

Adotei uma metodologia específica para medir o consumo em nossas avaliações. Nesse sentido deixo um odômetro com a quilometragem e o consumo totais em todo o tempo do teste. E uso outro para medir em distâncias menores e situações especificas de trânsito.

Nesse sentido e abastecido com gasolina o modelo obteve uma média excelente. O geral ficou em 11,7 km/l, enquanto nossa melhor marca chegou a 14,7 km/l. Isso faz dele uma das opções mais econômicas do segmento.     

Segurança

O novo Tracker traz seis airbags, incluindo os de cortina, além de controles de tração e estabilidade. Um deles, a frenagem automática e anti-colisão, mede a distância para o veículo que vai à frente e pode ser ajustado pelo motorista. Apesar de bastante útil em situações de emergência ele pode ser um pouco invasivo durante acelerações e ultrapassagens mais rápidas. De qualquer forma cumpre bem o papel.

Sentimos falta

A versão testada, Premier, é a mais completa da gama. Como vimos ela vem recheada de itens de conforto e estilo. Porém sentimos falta de alguns, a saber: freios a disco na traseira, banco elétrico do motorista e a saída de ventilação central para o banco traseiro, apesar da tomada 12V e saída USB, essenciais nos dias de hoje.

Ficha técnica

Motor: 1,2 litro, turbo

Câmbio: automático de 6 velocidades

Potência: 132 cv (G) e 133 cv (E), 19,4 kgfm (G) e 21,4 kgfm (E)

Porta-malas: 393 litros

Suspensão dianteira: Independente tipo McPherson

Suspensão traseira: Semi-independente

Rodas e pneus: 17 polegadas (215/55/R17)

Comprimento: 4,270 m

Largura: 1,791 m

Distância entre-eixos: 2,570 m

Versões e preços

1.0 Turbo MT – R$ 82.000,00

1.0 Turbo LT – R$ 89.900,00

1.2 Turbo AT – R$ 90.500.00

1.2 Turbo LTZ – R$ 99.900,00

1.2 Turbo Premier – R$ 116.490,00

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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