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Fusca com motor Subaru é diversão garantida

O Fusca tem uma história recheada de momentos diferentes. Criado por Ferdinand Porsche a pedido de Adolf Hitler, então chanceler da Alemanha, no início da década de 30, teve como proposta inicial atender às famílias alemãs que buscavam um veículo simples e confiável para trafegar pelas recém-construídas Autobahnen.

Já na Segunda Guerra Mundial o besouro foi escalado para atuar no campo de batalha, tanto na Europa, especialmente no inverno, como também na frente africana, quando Rommel e seus homens precisaram de algo resistente, nesse caso ponto para o motor refrigerado a ar, para enfrentar altíssimas temperaturas sem problemas.

O Fusca teve alguns irmãos com os quais compartilhou a mecânica. Um dos mais famosos foi o VW 166, veículo anfíbio que se destacou também na ofensiva germânica. Mas falarei sobre ele em uma matéria específica, inclusive colocando o clássico à prova em um teste aquático.

Em tempos de paz o Fusca conquistou o restante da Europa e também a América. Nos Estados Unidos, em particular, o beetle fez sucesso na década de 50 como um modelo simpático e econômico. No Brasil ele chegaria também nos anos 50 e foi montado no sistema de CKD. A produção local começaria em 1959.

Mas hoje é dia de falar de modificações. Como sabemos o sedan – ele é classificado assim mesmo – recebeu dezenas de receitas distintas de preparação, desde opções aspiradas, com aumento de cilindrada e mudança na carburação, até a troca do motor por algo mais potente ou mais moderno.

Esse foi o caso do clássico da matéria. Mas ele não pode ser chamado de sleeper já que entrega a preparação – até certo ponto – através do jogo de rodas Fuchs de 15 polegadas, o mesmo do Porsche 914, e o ronco grave do escapamento que, vale salientar, é idêntico ao original devido à natureza do motor boxer ser a mesma.

Sob o capô o motor de 2 litros doado por um Subaru entrega 146 cv. E essa para o Fusca é realmente uma bela potência. O acerto dinâmico do conjunto, com centro de gravidade baixo, estimula uma tocada mais esportiva, para surpresa dos outros motoristas. Como eu disse no começo o besouro realmente é uma caixinha de surpresas.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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