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Fusca e Fusca TSi: passado e presente lado a lado

O Fusca é um dos carros mais carismáticos da história. Ele foi fabricado em diferentes lugares do planeta, nos cinco continentes, e sua produção superou as 20 milhões de unidades. No Brasil a saga do besouro começou ainda nos anos 50, no formato CKD, onde era montado pela Brasmotor.

Reunimos duas gerações antagônicas, mas que ajudam a explicar a evolução do “carro do povo”. Sua trajetória teve início nos anos 30 quando Adolf Hitler, então chanceler da Alemanha, solicitou a Ferdinand Porsche a criação de um automóvel pequeno, resistente e que levasse quatro pessoas, a típica família alemã do período.

Durante a 2ª Guerra Mundial o Fusca teve um papel importante, especialmente na frente russa com inverno rigoroso e na África, onde conseguia aguentar as temperaturas altas sem problemas de refrigeração. Uma vertente do motor boxer equipou o VW 166, anfíbio bastante versátil e que tem apenas três exemplares no Brasil.

No período pós-guerra o Fusca entrou em uma nova fase de desenvolvimento. Ele continuou fazendo sucesso na Europa e conquistou a América do Norte, onde foi estrela de cinema no cult “Se meu Fusca falasse” e suas sequências e virou moda entre surfistas e customizadores da Califórnia.

No Brasil o modelo não teve uma grande evolução estética e mecânica, como os europeus, mas utilizou motores de 1.200 a 1.600 cm³ e passou por diferentes fases ao longo dos anos. O exemplar 1970 da primeira série utilizado na matéria ilustra bem essa época, com destaque para o acabamento e motor de 1.300 cm³.

Do outro lado do ringue temos o Fusca TSi, que divide o excelente conjunto mecânico com o Golf GTI e entrega os 211 cv do motor turbo, além da transmissão DSG de dupla embreagem. Vale destacar ainda o estilo retrô do interior, bastante inspirado nos clássicos e o design harmonioso da carroceria.

Recentemente a Volkswagen deixou de trazer o modelo para o mercado nacional. De qualquer forma o legado do Fusca consegue ultrapassar as barreiras de tempo e espaço e também foi eternizado pelo cinema, TV e meios impressos. Além disso faz parte da paisagem urbana em qualquer lugar do planeta.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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