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Audi RS2 é um ícone alemão

Alguns carros mexem mesmo com a imaginação dos apaixonados por velocidade. Mais do que isso, acabam fazendo parte de um universo todo especial que engloba sonhos de consumo e modelos icônicos de várias marcas.

O Audi RS2 é um deles. A station wagon tem seu lugar garantido no imaginário popular de qualquer entusiasta, que sabe muito bem tanto da sua importância histórica, como toda a técnica de construção, que incluiu esforços de duas marcas rivais e igualmente singulares.

Quando Audi e Porsche decidiram se unir algo extremamente divertido estava para acontecer. A base da Audi 80 foi usada para o desenvolvimento de um novo esportivo, que poderia agradar a qualquer gearhead, mas também às famílias com espírito esportivo. Cá entre nós, qualquer configuração estaria perfeita.

Esse deve ter sido o pensamento da equipe de engenheiros e mecânicos. Por fim, o produto final trouxe o melhor de dois mundos, com um desenho marcante e predicados que foram muito além da década de 90. Foi o que percebi em uma volta rápida.

A RS2 é boa de curvas. E como. O acerto da suspensão ficou a cargo da Porsche, que também cedeu o belíssimo jogo de rodas Carrera idêntico ao do 911, um toque de estilo e muito bom gosto. As pinças vermelhas também demonstram que ali tem muito mais tecnologia e esportividade.

O interior é bem quadrado, a moda na época, e bastante ergonômico. Este exemplar traz a combinação de estofamento bicolor, que a Volkswagen chegou a disponibilizar por aqui de forma inédita no Gol GTI 16V. Aliás, bem raro encontrar um deles com essa configuração hoje em dia.

Sob o capô o motor de cinco cilindros da Audi. O bloco tem 2,2 litros que, com a ajuda de uma turbina KKK, disponibiliza 315 cv a 6.500 rpm e 41,8 kgfm de torque. Já a preparação ficou a cargo do pessoal de Stuttgart, que fez um ótimo trabalho.

Ao volante o motorista se encaixa de forma ideal para pilotagem, com a ajuda das abas nas laterais. A embreagem fica no meio-termo (nem muito leve e nem muito pesada) e a transmissão de seis marchas é muito bem escalonada. Basta esticar acima dos 3 mil giros para ouvir a turbina enchendo e toda a força do conjunto em ação.

O conjunto, uma palavra muito usada nesse caso, de suspensão trabalha igualmente com maestria. A carroceria inclina pouco nas curvas e transmite confiança. Já a tração Quattro, criada pela Audi em 1980, é melhor distribuída através de um botão no console central e mantém o esportivo colado no chão.

Com o pé embaixo os 100 km/h são alcançados em 5,5 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 262 km/h. Nada mal para um carro com quase 20 anos de estrada. Realmente esses alemães entendem das coisas. Até mais!

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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