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Monza S/R, o legítimo hot hatch dos anos 80

A expressão que dá título ao post de hoje tem uma razão especial. Ela foi criada na Europa para definir modelos com desempenho de primeira linha e comportamento mais do que arisco. A primeira versão do Golf GTi define bem essas duas palavras.

Aqui no Brasil tivemos alguns deles na década de 80 e poucos na de 90. Hoje chegou a vez de conhecer o modelo da Chevrolet, que conseguia mesclar conforto com temperamento agressivo. Quem gosta de carro sente falta – atualmente – de modelos nacionais desenvolvidos para um pequeno nicho de mercado.

Vale lembrar que naquela época a concorrência era dura. E foi por essa razão que a marca apresentou o Monza S/R, em 1985. A versão trazia, à primeira vista, diferenciais estéticos, como faróis auxiliares, aerofólio, rodas com desenho exclusivo e as faixas pretas nas laterais. Coisas que definem um esportivo.

Sem opções de financiamento e custando caro – já naquele tempo – era um brinquedo para poucas pessoas. O mesmo pode ser dito de seus concorrentes, como o Gol GT, Passat GTS Pointer e o Escort XR3, visto no post da última semana.

A primeira versão trazia o motor de 1,8 litro e modificações para distingui-lo da versão “comum”. Comando de válvulas e escapamento estavam entre elas, de modo que o hatch entregava 106 cv com um ronco bem característico. A velocidade máxima passava dos 170 km/h.

Esse diferencial se reflete quando abrimos a porta. Os bancos Recaro não contam com regulagem de altura, como os rivais, mas acomodam o motorista de forma ideal. Além disso, o painel traz grafismo vermelho para incitar o condutor a pisar fundo. Nada mal.

Uma das coisas mais divertidas desse trabalho é guiar todos os carros. Isso me permite conhecer alguns detalhes como ergonomia e comportamento dinâmico. Mais do que isso, é como voltar no tempo por alguns instantes e entender o que eles significaram para o consumidor da época.

Com o S/R não foi diferente. O modelo tem um câmbio com relações de marcha mais curtas e uma pegada forte. Basta provocar o esportivo para que ele justifique suas marcas nos testes de aceleração e retomada. Os bancos, como foi dito, seguram o corpo nas curvas.

No caso desse exemplar do vídeo o maior diferencial está no motor de 2 litros e 110 cv, com 17,3 kgfm de torque. Apesar de idêntico ao da versão SL/E, o câmbio curto garantia segundos preciosos no 0 a 100, coberto em aproximadamente 11,8 segundos.

No final de 1988 a versão brava se despedia do mercado, com os marcantes  prolongadores de lanterna. Mas ele daria lugar a outro mito que também conheceremos em breve por aqui: o Kadett GS, substituído mais tarde pelo GSi.

Uma versão do Monza pouco conhecida no Brasil é a Classic que foi exportada para a Venezuela. Com bancos revestidos em couro, tonalidades exclusivas e transmissão automática, circulou discretamente servindo à diretoria da GM. Mas encontrei um deles e contarei sua história. Até lá!

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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