Ir para conteúdo

Dodge Charger R/T 1968

O cinema tem o poder mágico de criar mitos, conceitos, heróis e vilões. E isso se aplica tanto aos atores e atrizes quanto a alguns objetos, que ficam marcados para sempre de acordo com um determinado trecho ou passagem. Os automóveis, como era de se esperar em Hollywood, fazem parte desse mundo.

Dodge Charger R/T

1968

440 V8

VÍDEO

O Pontiac Trans-Am de Burt Reynolds, o Dodge dos Dukes, a Ferrari de Magnum, ou, mais recentemente, Eleanor, o Mustang cheio de estilo de “60 Segundos”, criaram tendências e fama próprias muitos anos após estrelarem longas de sucesso nos cinemas do mundo todo.

Dentre os carros, também existem os mocinhos e os vilões. O Dodge Charger R/T, com a grade cobrindo toda a parte dianteira e faróis escamoteáveis, é lembrado – quase sempre – por sua participação magistral no clássico Bullitt, disputando um pega pelas ruas de San Francisco com o Mustang de Steve McQueen.

Quem teve a oportunidade de assistir ao remake de “Corrida contra o destino”, feito em 1997, pôde acompanhar o duelo épico entre o Challenger, de Kowalski, e o Charger do xerife. Aliás, nessa versão recente, o policial decide usar seu bólido após as viaturas “convencionais” falharem na busca do fugitivo. De quebra, ele diz para seu assistente a frase que todo dodgeiro gosta de repetir: “só um Mopar pode pegar outro Mopar”.

Quando cheguei ao terceiro subsolo do prédio e avistei o carro parado, o design despertou meus sentidos. Segui as linhas com os olhos atentos e a cor verde-musgo da carroceria é quase hipnótica. A sigla R/T na grade, de Road and Track, deixa claro que o clássico ano 1968 é um puro-sangue, cheio de maldade debaixo do longo capô.

Pessoalmente ele impressiona. Mete medo. No silêncio da garagem vazia fiquei frente a frente com um dos mais velozes e cultuados muscle cars já produzidos. Ao girar a chave, o bloco de 440 polegadas cúbicas e 390 cv brutos fez tremer o chão em volta dele. Pressionando um pouco o pedal direito, o ronco já começa a causar palpitação. A sensação é que o prédio todo sente uma vibração diferente.

Como todo veículo norte-americano que se preze, neste exemplar também a transmissão é automática. Para fechar o pacote, os pneus red line dão o toque de classe ao esportivo. O estofamento creme traz bancos macios para acelerar com conforto de sobra. Antes de sair, uma última olhada para o carro estacionado e a lembrança do som do V8 ecoando pelas paredes até a rua.

Lembrete: Nesta semana trouxemos uma novidade. A partir de agora, atendendo a pedidos, as fotos vêm em tamanho maior, para observar todos os detalhes das máquinas da Garagem.

E já que falei de dois filmes imperdíveis do cinema automotivo – deveria haver esse segmento nas locadoras – deixo os trechos encontrados no Youtube para que o leitor aprecie as obras de arte em ação.

Corrida Contra o Destino (1997)

Bullitt (1968)

Até a próxima semana!

Garagem do Bellote Ver tudo

Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

Garagem do Bellote TV: paixão por carros!

Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

14 comentários em “Dodge Charger R/T 1968 Deixe um comentário

  1. O Charger já foi estrela de muitos filmes mesmo tanto novos como velhos, porém , não sei se é por sua estética 'furiosa' que quase sempre ele figura ao lado de um vilão ou antagonista do filme que ao adentrarem no esportivo parecem mais simples coadjuvantes do próprio carro, ensaio e vídeo maravilhosos, uma boa escolha mesmo, só duas correções, o Charger aparece no filme \”Velozes e Furiosos\” guiado pela personagem do ator Vin Diesel, já o Mustalg Shelby 'Eleanor' é estrela de outro filme,o \”60 segundos\”, no qual se tornou um fascínio e problema para a personagem interpretada por Nicolas Cage. Parabéns por mais estes cliques e vídeo que enchem nossos olhos!

    Curtir

  2. Ah sim…e faltou citar o GENERAL LEE do seriado \”The Dukes of Hazzard\”, conhecido por aqui como \”OS GATÕES\” que era um fantástico Charger 1969 com a bandeira dos Confederados no teto e a famusa buzina com as doze notas de Dixie, sem contar a famosa interjeição utilizadas pelos primos Duke: IIIIIHAAAAA!!!!!com essa me disperso, abs!ALYSSON PRADO \”BALO\”

    Curtir

  3. Lindo carro! Um desenho muito bonito e uma combinacao de extremo bom gosto entre a cor e o estofamento … Que delicia de ronco tem esse motor … mesmo em marcha lenta e pura musica ..Parabens ao dono e a sua reportagem !Abs Guto

    Curtir

  4. Boa noite, lindo msm o seu dodge charger, mas vc poderia ter falado do nosso famoso opalão SS com motor 4.1 6 cilindros, que na época foi mais rapido que o charger, mas parabens pelo carro esta otimo e lindo. sonho de muitos por ai….

    Curtir

  5. Parabéns pela reportagem e pelas fotos Bellote.Esse carro é uma máquina ímpar.Esse carro está no Brasil ? Você saberia informar quantos raros Chargers 68 r/t existem no Brazil ??Abraços

    Curtir

  6. So viciado em dodges, desde que minha mae conta do dart com o qual metiam 8 pessoas dentro e nao dava pra piza no acelerador por cusa da potencia, é visto que nao gosto deles por causa da potencia, o somdo escape, design, tudo sonta, um dia ainda terei um dodge na garagem, ou mais.

    Curtir

  7. eu vi um cara vendendo um 70 por um preco absurdo. Mas o 68 nao gostei da lanerna traseira.Eu cometeria pecado. Pintar todinho de vermelho e colocar um \”01\” na lateral.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: