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[Test-drive] I-Motion: mitos e verdades

(Fotos: Divulgação VW)
Polo I-Motion

Estamos dirigindo melhor nos últimos anos. Isso é inegável. Quem nasceu na década de 90 e, portanto, cresceu após a reabertura das importações se acostumou a ver carros estrangeiros e os nacionais com mais qualidade e tecnologia. Por outro lado, antes desse período acompanhávamos as revistas fazendo testes com modelos de sonho equipados com ABS, airbags e freios a disco nas quatro rodas, só para citar três itens comuns hoje em dia.

Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

O trânsito de grandes cidades como São Paulo tem piorado diariamente e os veículos equipados com transmissão automática ganharam definitivamente seu espaço no showroom das concessionárias. Quatro, seis e até sete velocidades estão à disposição de compradores ávidos por novidade.

Nesse nicho surgiram os câmbios automatizados. A Chevrolet lançou o Easytronic, a Fiat o Dualogic e a Volkswagen, no ano passado, colocou no mercado o I-Motion. A maior característica desse tipo de transmissão é o conforto, valor da manutenção e o custo, metade da similar automática. Na semana passada tive a oportunidade de conhecer um Polo Comfortline equipado com o sistema.

A primeira coisa que se nota ao assumir o comando é a falta do pedal de embreagem. O modelo traz como destaque a caixa de câmbio ASG de cinco velocidades, caracterizada pela alavanca central que mostra a opção de trocas ascendentes e descendentes. O funcionamento é bastante intuitivo e pode ser assimilado facilmente. A unidade testada dispunha também do sistema de borboletas no volante, o mesmo do Passat CC, no qual também é possível controlar o rádio.

Após girar a chave o computador de bordo no centro do painel mostra a posição N (ponto-morto). Basta mover a alavanca para a esquerda e observar o mostrador. A posição D (drive) faz todo o trabalho para o motorista. Porém, para quem gosta de ter o controle, basta repetir o movimento e optar por M (manual). Essa última foi a minha escolha. Vamos ver como ele se comporta.

A parte mais divertida – na minha opinião – é trocar as marchas manualmente. O segredo para evitar eventuais trancos é tirar o pé do acelerador a cada mudança, como se estivesse acionando a embreagem. Simples, não? Desse modo a condução se torna leve, prazerosa e com a possibilidade de dominar todas as reações do veículo.

A idéia inicial da transmissão automatizada é justamente dar uma folga ao pé esquerdo no anda e pára do trânsito. E para quem gosta de uma condução mais arrojada, o uso das borboletas atrás do volante transmite uma sensação incrível de esportividade. O motor de 1,6 litro e 104 cv brutos do Polo, por sua vez, dá conta do recado. Vale lembrar que acelerar até a faixa vermelha do conta-giros e subir as marchas sem tirar as mãos da direção era privilégio exclusivo das máquinas italianas ou alemãs até pouco tempo atrás.

No trajeto de volta experimentei as trocas diretamente na alavanca e a adaptação foi perfeita. Ao parar no semáforo ou cruzamento o sistema volta automaticamente para a primeira marcha. Após estacionar o carro basta colocar o pé no freio, mover a alavanca para a posição N e puxar o freio de mão. O visor do painel mostrará um lembrete e pronto.

Acredito que o pedal de embreagem está mesmo com os dias contados. A transmissão automatizada representa modernidade e tecnologia. Vale a pena pagar um pouco mais por esse conforto.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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10 comentários em “[Test-drive] I-Motion: mitos e verdades Deixe um comentário

  1. Para não trocar de marcha muito cedo, aperte o botão S (que significa Modo Sporting). Meu câmbio automático (citroen) tem uma posição P (Park – Estacionar) para travar as rodas e ajudar o freio-de-mão. O I-Motion deixa o carro dependendo do freio-de-mão BEM puxado. Trocar marchas no volante deve ser muito interessante.

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  2. Comprei o Fox Prime imotion e para estacionar e manter engrenado basta deixar a alavanca na ré e o carro não desce. De resto é só diversão trocar as marchas no volante é muuuito bom

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  3. Comprei o POLO I-Motion CONFORTILINE top de linha e quebrou na rua 4 vezes sendo rebocado ate a concecionaria VW e o carro chegou a ficar 30 dias aguardando pecas, estou com ele ainda e a garantia de 3 anos vence em 2012 traduzindo se quebrar fora da garantia estou falido uns dos consetos ficou em R$ 9.000,00 pela nota fiscal VW. Portanto na hora de comprar pense, pense, pense.evanrabello@gmail.com

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  4. Uso a trabalho um Voyage Comfortline I-Motion, rodando 5500 km/mes, nas áreas de serras uso mais o manual para evitar as trocas de marcha entre a 4ª e 5ª com muita frequência. Fora isto oferece muita praticidade, desde que respeite as trocas de marcha. Com 57 mil km nunca apresentou problema algum.

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  5. Dizem que veículos com câmbio automatizado ao serem estacionados devem ficar em N, ou seja de ponto morto. Mas na minha região tem muitas ladeiras e isso poderia sobrecarregar o freio de estacionamento. Essa informação procede? O que acontece se eu deixar o carro estacionar com a alavança em D ou em R? Grande abraço!

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  6. Henrique Mendonça disse que ele não se comporta como um automático, trocando de acordo com a pressão no acelerador, mas o I-Motion que ele andou devia estar com problema. O meu, mesmo sem apertar o S, passa da primeira para a segunda cedo se acelero pouco, e acima dos 3500 RPM se acelero forte.O único medo é no caso de quebra. Já vi o pessoal relatando valores de 9.000 e até 16.000 reais. Espero que não quebre, pois não está mais na garantia.

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