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TESTE DE 15 DIAS: TOYOTA CAMRY

Conservador. Essa é uma palavra que pode definir bem o Camry ao longo de sua trajetória de 38 anos. Ele começou em 1982 com tamanho mais compacto e dentro de outro segmento. Foi a segunda geração que começou a delinear seu estilo que se tornaria marca registrada e grande sucesso de vendas.

A oitava geração ajuda a contar essa história trazendo elementos do passado e um toque de modernidade com a plataforma TNGA. O estilo está alinhado com o restante da linha, porém não é difícil diferenciá-lo do Corolla por conta do porte avantajado e musculatura das linhas.

O conforto é algo que também se destaca. Apesar de ter opções com motorização híbrida por aqui o Camry está alinhado com seu público consumidor, que não se importa de pagar um pouco mais pelo consumo, mas rodar com a suavidade do motor V6.

O acabamento é bastante sóbrio e agradável. Além do couro nos bancos o painel traz madeira, o que gera um toque de sofisticação. A ergonomia é um dos melhores pontos do sedã, com bancos elétricos e ajuste de altura e profundidade da coluna de direção.

Apesar de tradicional a paleta de cores surpreende. São sete opções de carroceria, incluindo tonalidades de azul ou vermelho e duas de interior, para ser mais clássico ou mais tradicional. A cor bege é uma das preferidas no mercado norte-americano, por exemplo. 

Suavidade e conforto – novamente essa palavra – combinam quando falamos do modelo. Ele traz alguns elementos mais antigos de carros de luxo, como as cortinas laterais (a do vidro traseiro é elétrica), e a comodidade dos encostos do banco traseiro também elétricos. E conforto de sobra com o ar-condicionado de três zonas. Quem roda atrás só tem uma preocupação: aproveitar a viagem. Ou até tirar um cochilo.

Motor, câmbio e dirigibilidade

Nessa parte chegamos a um quesito que vai agradar quem gosta de dirigir. O motor V6 de 3,5 litros entrega 310 cv e generosos 37,7 kgfm de torque. Somado a isso temos um ronco mais suave, porém que se torna mais agudo quando provocado.

O calcanhar de Aquiles do Camry, assim como seus rivais Honda Accord e Hyundai Azzera é mesmo a tração dianteira. Não que seja um problema. Porém mais de 300 cv no eixo dianteiro não se comportam muito bem em uma acelerada brusca, como uma saída de semáforo. Mas entendo que esse não é o perfil do comprador desses carros.

Porém nas retomadas a sensação de potência e o sorriso no canto da boca logo se fazem notar. A reação é rápida e o sedã com quase cinco metros de comprimento acelera com disposição de atleta, provocando reações de surpresa dos outros motoristas.

Vale destacar o acerto da suspensão. Não é esportivo, afinal essa não é – nem de longe – a proposta do carro. Mas bem acertado quando a ideia é sair da estrada tradicional e pegar um emaranhado de curvas mais desafiadoras. A direção é progressiva e tem uma boa calibragem.

A transmissão de 8 marchas faz bem seu trabalho. Quando exigida segura as marchas mais baixas entendendo a necessidade do motorista. Não traz paddle shifts no volante, porém a opção de trocas manuais na alavanca. Particularmente não senti falta nesse caso.  

Tecnologia a bordo

 Esse é um quesito onde o sedã japonês perde pontos. O multimídia traz tela central ampla de 8 polegadas, o painel é vistoso e conta com a opção de pareamento de telefone através de mirror link, além de sintonizar canais de TV, DVD e com GPS integrado. Porém a conexão Apple CarPlay e Android Auto faz muita falta e está presente em veículos com preço inferior.

Consumo

Nossa relação com o carro foi apenas urbana, com médias que variaram entre 6,7 e 8,2 km/l.      

Segurança

Um ponto forte com airbags laterais, frontais, de joelho e do tipo cortina. Os freios a disco nas quatro rodas dão conta do recado agindo de maneira eficiente.

Sentimos falta

Multimídia com mais possibilidade de integração, incluindo Apple CarPlay e Android Auto.   

Ficha técnica

Motor: V6, 24V, 3,5 litros

Câmbio: 8 marchas

Potência: 310 cv a 6.600 rpm

Torque: 37,7 kgfm

Tanque de combustível (litros): 60  

Capacidade do porta-malas (litros): 593

Peso (kg): 2.100

Suspensão dianteira: Independente, McPherson

Suspensão traseira: Independente, Double Wishbone

Rodas e pneus: 235/45/R18

Comprimento (mm): 4.885

Altura (mm): 1.455  

Largura (mm): 1.840

Distância entre-eixos (mm): 2.825

Versão e preços

XLE – R$ 276.990,00        

Garagem do Bellote Ver tudo

Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

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