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Curso de pilotagem esportiva: pisando fundo em busca das técnicas de pista

Quando recebi o convite da Eurobike para fazer o curso de pilotagem esportiva no Centro Pilotagem Roberto Manzini, em Interlagos, confesso que fiquei bastante animado. Primeiro por ser algo importante na profissão e, mais ainda, pela oportunidade ímpar de aprimorar as técnicas de direção.

A escola de pilotagem tem bastante tradição e o Manzini três décadas de vida dedicadas ao automobilismo. O cara entende do assunto. Além disso, entre os instrutores nomes conhecidos do automobilismo brasileiro, com bagagem de sobra pra ensinar os macetes da pilotagem.

A escola oferece basicamente dois tipos de curso de pilotagem, além de um de direção defensiva. São eles o curso de piloto por um dia, com duas opções, e esse que fui convidado a fazer, o de pilotagem esportiva, que permite a obtenção da carteira de piloto de competição graduado “B” (PCGB), o primeiro passo para a profissionalização. Com essa carteira em mãos, é possível correr em quase todas as categorias nacionais, incluindo Porsche Cup e o Brasileiro de Marcas. 

São dois dias inteiros de curso. E bem puxados, desde às 9 e meia da manhã. Mas quem vai reclamar? Começamos com a aula teórica, onde o instrutor-chefe Zé David (conhecido no meio) explica todos os detalhes, desde os ciclos de um motor de quatro tempos até as bandeiras de sinalização, algo realmente importante.

Após o almoço, na própria escola, vamos pra pista. Hora de colocar o macacão, capacete e balaclava (também cedidos) para conhecer os detalhes de Interlagos. Primeiro o instrutor dá duas voltas e explica cada ponto. Tive a sorte de reencontrar um conhecido, o Tiago Riberi, que corre de protótipos e correu de Stock Car.

Na seqüência troca de lugares e vamos pra pista. O piloto orienta, corrige os eventuais erros e, no fim das dez voltas (aproximadamente), faz um relatório detalhado sobre o desempenho do aluno. Essa ficha vai pras mãos do instrutor-chefe (o Zé David), que repassa e discute o que precisa ser melhorado. Na segunda aula só o aluno dirige.

O carro de instrução é o Volvo C30, com toda a preparação de pista regulamentada pela CBA e mudanças no motor de 2 litros para entregar 180 cv. Cada um deles é monitorado e traz o essencial pra pista, ou seja, marcadores de combustível e o conta-giros no centro. Por ali sabemos a hora de trocar as marchas e fazer as reduções.

No segundo dia de curso mais um pouco de teoria e ênfase na prática. Nesse caso temos mais três aulas, sendo apenas uma delas com o instrutor ao lado. Nas outras duas o aluno vai sozinho e tem seus tempos de volta cronometrados. Vale a dica de prestar atenção à bandeira quadriculada no final de cada uma delas.

Como disse no começo, o curso é indicado para quem pretende seguir a carreira profissional ou – como é o meu caso – aprender e aprimorar técnicas de pilotagem e direção. O pessoal pediu que não colocasse o preço do curso do vídeo, mas é só enviar um email ao Renato Manzini, que essa dúvida é solucionada. E novamente agradeço à Eurobike pelo convite. Foram dois dias bem divertidos.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

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