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BMW M5 (E39): a síntese do carro-esporte

O que define um carro esportivo? Suspensão, motor forte, comportamento dinâmico? Sem dúvida esses três itens definem um modelo dentro dessa categoria e, mais do que isso, são diferenciais que o possível comprador levará em conta na hora de levar um deles pra garagem.

E nesse ponto os modelos especiais da divisão M sempre chamaram minha atenção de maneira especial. Hoje vou falar do M5, que tem um temperamento nervoso e, por outro lado, pode ser um belo sedã para os passeios de final de semana.

Talvez a coisa mais sedutora seja essa mesmo. No antigo Jalopnik publiquei uma matéria com um comparativo entre as gerações E34 e a F10. Na ocasião pudemos notar as diferenças entre as duas, especialmente em relação ao tamanho e tecnologia embarcada. Para quem busca o estilo old school, a E34 serve como uma luva.

Mas hoje falarei sobre a E39, uma geração marcante e que entrou para minha lista pessoal de dez carros mais divertidos de guiar. O modelo chega a ser – um pouco – discreto, com exceção das rodas raiadas e as saídas duplas de escapamento. Isso até girar a chave e ouvir o ronco grave do propulsor em funcionamento.

Sob o capô encontramos um belo V8 aspirado, com 4,9 litros e 400 cv a altíssimas 6.600 rpm. O torque é de 51 kgfm. Fechando o conjunto algo que vale a pena em cada segundo ao volante: a transmissão Getrag manual de seis marchas, com alavanca na altura certa para arrancar sorrisos do motorista a cada troca.

Basta pisar de leve no acelerador para que o ronco metálico ecoe pela rua. Isso é realmente divertido. A embreagem não é pesada, ao contrário do M3, e a rotação parece não ter fim. O pedal é bem sensível, o que garante a possibilidade de punta tacco sem muitos problemas. Hoje em dia temos os aceleradores eletrônicos que atrapalham a manobra em alguns modelos.

O motor é um S62, com maior compressão, além de pistões e bielas forjados. A suspensão Multilink de alumínio trabalha com perfeição, enquanto que os discos de freios têm 34 cm de diâmetro. Ela também é a primeira geração com controle de tração de série.  E temos o diferencial de deslizamento limitado.

Como nenhuma matéria fica completa sem eles vamos aos dados técnicos: 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e velocidade máxima de 300 km/h. Nada mal. E no conjunto ainda temos assentos esportivos e algumas comodidades como ar-condicionado e sistema de áudio de primeira linha. E como vocês versão no vídeo, não deu pra esconder a minha cara de felicidade.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

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