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Audi S5 é diversão garantida

Na semana passada mostrei aos leitores do NA um modelo bastante especial da Audi: o RS2. A parceira com a Porsche deu origem a uma station esportiva que, como vimos, ainda deixa muita gente comendo poeira e de queixo caído.

Pois bem. A Audi aproveitou bem o conhecimento adquirido com o bólido dos anos 90 e seguiu em frente, desenvolvendo mais tecnologia, tanto no que diz respeito à linha RS quanto aos divertidos modelos da linha S. Rodei com o S5 por uma semana e aprovei o resultado final.

A idéia de carroceria coupé para uma versão apimentada é sempre bem-vinda. É claro que existem esportivos com diversas configurações e tamanhos. Basta ver o caso dos S65 AMG, da Mercedes-Benz. Mas com duas portas e uma bela sigla temos algo realmente diferenciado do restante da linha.

A primeira impressão é a que fica, como dizem. No caso dele, é uma impressão forte e marcante. O desenho é bem acertado e, como digo no vídeo, parece ter sido desenhado exclusivamente para a versão. Nada de excessos, apenas modernidade.

O motor V6 tem 3 litros e supercharger. Com esse conjunto a potência é de exatos 333 cv, enquanto o torque é de 44,8 kgfm. O funcionamento redondo e eficiente do sistema se deve também à injeção direta de combustível e parceria perfeita com a transmissão S-tronic, de sete marchas e dupla embreagem.

O supercharger cumpre seu papel. Particularmente é meu tipo de sobrealimentação preferido, já que funciona bem desde as baixas rotações e responde com rapidez aos estímulos no acelerador. No caso de uma ultrapassagem basta um kickdown para reduzir a marcha e empurrar o modelo com disposição.

O ajuste dinâmico é feito através do seletor no console e as opções aparecem na tela central.  Desse modo o motorista pode deixar a suspensão de modo mais confortável, enquanto o comportamento dinâmico é mais esportivo. Detalhes tecnológicos que agradam bastante.

A tração Quattro também está presente. E de forma integral. Uma evolução desde a RS2. Ela garante curvas no limite com aderência e uma margem de segurança maior. Também gosto de tração traseira, mas não dá pra negar que a Audi acertou em cheio com esse sistema.

Com esse conjunto a aceleração de 0 a 100 km/h é coberta em 4,9 segundos, com velocidade máxima – limitada – de 250 km/h. Nada mal. E o torque todo está disponível antes dos 3 mil giros, tendo a vantagem de evitar o turbo lag.

Passados sete dias o consumo médio foi bastante satisfatório, ficando na casa dos 8,2 km/h. Em alguns desses dias, devo confessar, o computador de bordo acusou algo em torno de 4 km/l. Afinal, ninguém é de ferro.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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