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[Test-drive] BMW M3

(Fotos: Divulgação)
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No último mês de dezembro, em meio ao clima de Natal, tive a oportunidade de dar uma volta no BMW E36 M3 1995. O bólido alemão – na versão norte-americana – tem muitos predicados, a confiabilidade da marca e reserva muitas emoções ao motorista. Vamos conhecê-lo de perto.

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O exemplar na cor bright red me aguardava perto da saída. Apesar de ser um esportivo da década de 90 seu estilo é inconfundível e esbanja agressividade. Aliás, carros como esse não envelhecem e mantém um quê de exclusividade inconfundível. O conjunto ótico dianteiro é bem característico e as quatro lanternas acesas são de meter medo.

Observei o selo do BMW Car Club Brasil e já sabia que esse era um carro bem cuidado. Os bancos esportivos “vestem” na medida certa e o habitáculo dá uma idéia de conforto e comodidade. A posição de dirigir merece elogios, bem como a ergonomia, com comandos à mão e painel voltado para o motorista.

Girei a chave e o motor despertou com o ruído grave característico. Duas bombadas no acelerador e o ronco se fez presente. A máquina é equipada com um propulsor de seis cilindros em linha, 3,0 litros, 24 válvulas e 240 cv brutos. Os primeiros 100 km/h chegam em apenas 5,7 s. Para os puristas da marca, a versão M nunca deveria ter recebido o V8, como a versão atual (mas isso eu vou comprovar quando der uma voltinha no E92).

Saímos e a primeira providência é tomar cuidado com a calçada. O spoiler dianteiro raspa em qualquer saliência. Mas tudo bem. Andamos alguns quarteirões e pude notar a firmeza do conjunto. Nenhum barulho na suspensão e nem no painel ficaram evidentes. Claro que isso tudo depende de proprietários zelosos ao longo do tempo.

A Marginal Pinheiros estava vazia naquela manhã, mas era só parte do trajeto. Uma esticada de leve e o M3 mostrou a que veio. Mas sem exagero. Seguimos por uma rua mais tranqüila, com asfalto liso. Hora de voltar uma marcha e sentir um calafrio característico seguido de um coice nas costas. O ronco ficou mais alto e o ponteiro do combustível desceu alguns milímetros. Realmente a máquina tem pedigree.

Na volta trânsito mais pesado e pé mais leve. Foi bom para abrir o teto solar e curtir a paisagem. O M3, mesmo com quinze anos de estrada, é uma ótima pedida para quem busca um modelo que chama a atenção e tem uma esportividade latente. Logicamente é importante conferir se a manutenção está em dia.

Ah, esse exemplar estava à venda na época por R$ 49 mil. Quando voltei lá duas semanas depois, já tinha ido para um novo lar. Nesse caso, um bom negócio.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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6 comentários em “[Test-drive] BMW M3 Deixe um comentário

  1. Ainda não se fala muito dos modelos clássicos dos anos 1990, mas o M3 de 1995 com certeza é um deles, e um dos mais belos representantes esportivos da marca bávara.Parabéns por mais este clique, agora em movimento e parabéns pelo blog como um todo, é um prazer abrir esta página, pois sei que o que vou encontar aqui além das belas clicadas, um material de qualidade e isso é muito bom para quem está do outro lado, perceber que muitos blogueiros cada vez mais vêm fazendo um trabalho muito bem feito e fantásticos como o teu.Sorte e abs.

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