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FNM JK 2000

FNM JK

Nas décadas de 60 e 70 o automobilismo brasileiro teve uma fase de ouro. Nesse período os corajosos pilotos corriam unicamente pelo prazer e paixão de acelerar. Em outras palavras, além de gasolina e óleo, o coração também estava no cockpit.

1962

Cockpit

Estilo

Cuore

Emoção

Paixão

VÍDEO

E foi justamente um desses veteranos que encontrei há duas semanas. O FNM JK 2000 ano 1962 guarda muita história debaixo da carroceria polida e das impecáveis rodas de época fabricadas pela Italmagnésio. O bólido foi adquirido pelo atual proprietário João Ademir Pinto exatamente no dia 27/01/1971. Ele comprou o carro da concessionária Camionauto, a qual tinha sua própria equipe de corridas. E tem mais: o clássico pertencia ao piloto da casa, Ugo Galina, que fez história nos autódromos brasileiros.

Sobre o veneno da máquina (registrado em vídeo), passo a palavra ao dono: “O diferencial é um “passo longo”, os carburadores são dois duplos Weber 40, os comandos são preparados, uma bomba de gasolina elétrica Bendix, os freios são discos na frente, com um servo (vácuo) Girling, os coletores de escape são dois duplos. Interessante também é a buzina italiana Fiamm, uma das primeiras a entrar no país”, relata com orgulho.

E esses 38 anos de convivência foram mais do que especiais. “Um dos mecânicos da Camionauto, que atuava nos boxes de Interlagos assistindo o carro durante as provas, o Airton, da oficina Quadrifólio, continua sendo o “pai da criança”. Ele adotou o JK”, conta. Além disso, outras pessoas merecem citação: Tico, José Edaes, Fábio, Osvaldo, Ademir, Rogério. “Foi através dele que conquistei amigos importantíssimos, uma verdadeira irmandade”, revela.

Enfim, esse carro tem muita história pra contar. Já levou noivas de amigos, se “escondeu” da chuva e, acreditem, foi vendido e recomprado no mesmo dia. Fecho o texto com a definição dada pelo proprietário: “desgastante, exigente, chato, cansativo, pesado, temperamental”. E, como pude perceber nos seus olhos, inestimável e extremamente apaixonante.

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Renato Bellote, 41, é jornalista automotivo em São Paulo e colunista do portal IG. Nesse canal traz avaliações a bordo de clássicos, superesportivos, picapes e modelos atuais do mercado.

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Imagens protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/98)

13 comentários em “FNM JK 2000 Deixe um comentário

  1. Renato que coisa linda…não me lembro de ter visto um tão inteiro e de acabamento primoroso. De bobo ele não tem nada. Acima deste, pelo que me lembre só o Jk do Oswaldo…que tem um pedigrê fantástico. Parabéns pela aquisição de mais um clássico para a \”Garagem do Bellote\”…

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  2. Parabéns!!! Maravilhosa!!! Dificil encontrar exemplares tão bem tratados como esta. Coincidentemente na Classic Show deste trimeste há uma matéria sobre as FNM. Sou amante das Alfa… atualmente tenho uma 155 1996… não troco por nada… e pretendo aumentar meu acervo particular…

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  3. Caro Bellote,Mais um belíssimo trabalho de resgate de relíquias de nosso patrimônio automotivo.Desta feita o primeiro “esportivo sedan” fabricado no Brail, se isto existe, pois a mecânica deste carro era avançadíssima para o seu tempo, com duplo comando de válvulas no cabeçote (desmodrômico) e um equipamento que deixaria qualquer carro de competição feliz.Mas isto teve seu custo, era um carro muito difícil de acertar, havia uma oficina, hoje em ruínas, a Evaristo Comolatti, do Grupo Comolatti fundado em 1957, na saída da Dutra, que desempatava todas. Muitos carros vinham transportados em caminhão de todo o Brasil para esta oficina para sererm novamente colocados “em ordem de marcha”, fato decorrente da sofisticação mecânica deste carro bem avançada para a época. Acho que até na Itália não era qualquer um que sabia mexer nestes carros à época. Em todo o caso um primor de automóvel e este exemplar que você garimpou é lindíssimo.Parabéns e um abraçoAlexander Gromow

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  4. Amigo BuonannoVoce acertou na \”mosca\”. O radiador é esse mesmo, Bongotti.Mais um detalhe prá acrescetar a muito bem produzida reportagem do Renato, com a intensão, apenas, de acrescentar informações aos leitores: Os vidros são todos ray-ban, acho que foram os últimos disponíveis – adquiridos em 1977, pois na Casa onde foram instalados deram-nos ainda a opção de escolhermos o parabrisa em \”degradê\”, uma vez que não mais iriam produzir devido falta de rotatividade ao estoque.No mais, sempre procuramos manter o carro na sua essência daquela epoca, pois era um carro de competição.Abraços e fuquem com DEUSJ.Ademir

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  5. Ademir parabéns pelo carro. É maravilhoso.Perguntei pelo radiador porque meu pai foi dono da Radiadores Bongotti e naquela época todos os carros nacionais usavam o radiador fabricado por ele.Mais uma vez parabéns.

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  6. Eu diria que 2 pessoas, na minha infância, me despertaram a curiosidade e a paixão por carros, pois ambas fuçavam nos seus, trocando e ajustando, pessoalmente, preventivamente ou corrigindo defeitos nos seus carros: meu falecido pai e um vizinho.Esse vizinho, com quem tenho contatos até hoje, o Zinho, tinha um Alfa igual a este na época e ficava ao lado dele perguntando o que estava fazendo, porque estava fazendo, enfim pentelhando mesmo.Lembro de uma certa vez quando desmontava os tambores (nas 4 rodas mas eram aletados para melhor refrigeração) para trocar as lonas de freio e me explicou sobre a rosca esquerda. E por aí vai.Lindo carro, lindo exemplar!

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